Corporate Venture

Corporate Venture: os bons ventos que voltaram ao Brasil

Por

Innoscience

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Todas as vezes que recebemos convites para eventos, nos sentimos extasiados e pensamos em como será, quem falará… Quando o convite vem da Havard Business School Angels Alumni, querendo falar do Corporate Venture no Brasil e como grandes empresas se conectam com Startups perante ao nosso ecossistema, o que pode ser esperado? Claramente seria um evento fantástico, cheio de aprendizados e ensinamentos para serem aplicados.

O evento foi muito mais do que compreender o Ecossistema de Corporate Venture no Brasil, foi uma experiência de sentir e querer que o Brasil realmente se dedique ao assunto. Por que? Porque em um auditório podia-se ver de tudo: empreendedores, líderes de grandes empresas, interessados, ex-alunos de Havard, representantes de agências governamentais engajados e dispostos a ficar até às 23:40 de uma quinta feira para ouvir sobre o assunto.

No palco, subiram pessoas ilustres, cada um demonstrando sua contribuição. Guto Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), falou de iniciativas do governo que visam trazer a inovação e abrir espaço para Startups com projetos como “Laboratório de Varejo para novas tecnologias e análise de comportamento”, mencionou a ocupação de novos empregos que serão criados segundo o que as novas tecnologias estão nos trazendo e finalizou com ênfase que “Os bons ventos voltaram”.

Recomendações e panorama

Aproveitando as colocações do Guto, Carolina Stocche, representando a HBS Angels Alumni, subiu ao placo para apresentar a pesquisa sobre o Corporate Venture no Brasil e começou apontando que os maiores investimentos em Startups são feitos pelo governo e não pela iniciativa privada. Para que as mudanças no ecossistema sejam realmente representativas, as corporações “devem tomar as rédeas e assumir esse papel”.

Ela ainda foi a fundo e surpreendeu a todos explicando os conhecimentos mais básicos sobre o assunto. Iniciou explicando sobre os resultados a longo prazo do Corporate Venture – e a falta de paciência vinda das empresas -, acrescentou que esses resultados podem ser definidos através dos objetivos traçados pela estratégia da grande empresa; e então apresentou as diferentes formas de conexão que podem ser realizadas conforme dedicação e os investimentos disponíveis. Completou o panorama falando “As empresas mais maduras fazem iniciativas mais consistentes através de políticas de inovação mais claras”. Para saber mais sobre os formatos de conexões de grande empresas com Startups desevolvido pela Innoscience, acesse https://conteudo.startse.com.br/para-corporacoes/maximiliano/um-metodo-validado-de-conexao-de-grandes-empresas-e-startups/.

Mas seu diagnóstico demonstrou sua relevância alegando que 57% das empresas acreditam que faltam startups interessantes para conexões; porém 69% dessas mesmas grandes empresas querem entrar em contato com startups com tração e escala; mas ao mesmo tempo querem menos riscos. O Corporate Venture pode aportar muito mais do que apenas recursos, mas para que mais empresas se dediquem à mentoria, eventos e outras iniciativas, é necessário mudar o mindset. Existe um ecossistema com milhares de Startups em Early Stage e muitas oportunidades para que as empresas atuem e conquistem o espaço e o mercado desejado.

Debate e final com chave de ouro

O show de recomendações de Carolina foi sucedido pelo Debate com líderes da Cisco, Samsung e Embraer sobre os novos rumos da inovação no Brasil, permeando a conexão das startups com a indústria e as iniciativas e atividades que essas companhia têm feito e veem como tendência para os próximos anos segundo o ecossistema Brasileiro.

Por fim, o Professor Thales Teixeira, da Harvard Business School, veio fazer a disrupção de nossas mentes sobre o mercado de empreendedorismo no Brasil. Falou enfaticamente da receita que o mercado Americano está usando em disfunção do seu mercado e mostrou que o Ecossistema brasileiro precisa muito de todos aqueles que estavam presentes para mudar essa cultura e trazer “os bons ventos de volta”.