O DNA dos Inovadores e a transformação de uma ideia em resultado

Por

Innoscience

dia de de

the-innovators-dna-book-revA inovação não se resume a identificar potenciais oportunidades. Nem a propor novas ideias criativas. Os inovadores são aqueles que geram impacto. E impacto não origina-se não apenas em ideias mas em projetos executados.

O contexto das ideias inovadoras é bastante distinto dos projetos de dia a dia por uma característica fundamental: O alto nível de incerteza. Isso exige um método e habilidades diferentes daquelas pregadas para o contexto de iniciativas de melhorias incrementais. Mas qual é o DNA dos profissionais inovadores?

Para abordar esse desafio desenvolvemos a cadeia de valor da inovação. Um método que consiste em 4 fases. São elas: Idealização, conceituação, experimentação e implementação.

Conectamos a esse método o trabalho desenvolvido pelos experts e nossos parceiros Christensen, Dyer e Gregersen. Depois de entrevistar fundadores e CEOs de diversas empresas — entre elas Apple, Amazon, Google e Skype —, os autores identificaram o comportamento dos maiores inovadores do mundo e descobriram as cinco habilidades que diferenciam os inovadores dos profissionais comuns:

  1. ASSOCIAR
  2. QUESTIONAR
  3. OBSERVAR
  4. TRABALHAR EM REDE
  5. EXPERIMENTAR

Identificamos que as 5 habilidades classificadas no livro DNA do Inovador são relevantes em algumas das fases da cadeia de valor da inovação.

A capacidade de associação é fundamental na fase de idealização. Henry Ford teria desenvolvido a ideia da linha de montagem de carros que revolucionou a história do transporte a partir de experiências vivenciadas com a Campbell Soup e em abatedouros de gado. O Prof. Bob Sutton de Stanford com quem tive o prazer de compartilhar um curso de inovação lembra que a inovação também consiste em reaproveitar antigas ideias em novos contextos.

A habilidade de observar também é algo fundamental na idealização. É dessa observação que se originam novos insights para problemas existentes. A Tecnisa observou de forma organizada o uso que os condôminos fazem de suas garagens para prototipar uma nova proposta de garagem com mais serviço, informação e utilidade afinal como enfatizou Romeo Busarello, diretor de inovação da empresa, “muitos de nós passam mais vezes na garagem do que no hall de entrada de seus edifícios”.

Ninguém inova se não questiona o status quo. Gallileu questionou a sabedoria vigente para defender que a terra não era o centro do universo. Os criadores da Dafiti Malte Horeyseck, Malte Huffmann, Thibaud Lecuyer e Philipp Povel questionaram a visão de que calçados e roupas não eram produtos comercializáveis pela internet. Transformaram a empresa num dos principais cases de varejo online do Brasil. A habilidade de questionar é crítica também nas fases iniciais da cadeia de valor da inovação, notadamente na idealização.

Quando desenvolveu muitas das inovações constantes em seus últimos jatos, a Embraer se aproveitou de uma capacidade fundamental aos inovadores: trabalhar em rede. A empresa coloca seus colaboradores em contato com agentes externos para não apenas gerar novas ideias mas também para a segunda fase da cadeia de valor da inovação que trata da conceituação das ideias geradas.

Um dos maiores inovadores de todos os tempos, Thomas Alva Edison, que entre outras coisas desenvolveu a lâmpada elétrica, foi um expert em experimentar. A habilidade de prototipar, testar, experimentar é decisiva para reduzir a incerteza associada as ideias inovadoras. É a melhor forma de gerir riscos. Algo fundamental na fase de experimentação da cadeia de valor.

A inovação requer um método e um conjunto de habilidades. O estudo dos inovadores apresenta as principais habilidades e quando elas são mais relevantes na transformação de uma ideia em resultado. Compreender suas competências e desenvolve-las é o primeiro passo para reforçar sua eficiência como inovador.

Até a próxima inovação

Maximiliano Selistre Carlomagno