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Qual é o seu Uber?

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Innoscience

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Você deve estar acompanhando a discussão sobre a regulamentação do Uber envolvendo taxistas, políticos e alguns especialistas. Isso ocorre com mais frequência do que se pensa quando lidamos com novas soluções. Os inovadores expandem os limites das formas convencionais de fazer negócios. Por vezes, a regulamentação existente não está adequada a sua atuação. Há uma tensão natural entre a inovação e o status quo. Mas o foco desse post não é sobre a legalidade ou moralidade da atual abordagem do Uber.

Nosso objetivo é usar exemplos das indústrias de mobilidade e hospitalidade para trazer à superfície um tema por vezes submerso na agenda estratégica das grandes empresas:Quem é o seu Uber? Você tem um processo sistemático de monitoramento de potenciais inovadores? Ou você foca toda atenção naqueles mesmos e velhos 3 concorrentes com quem você briga desde sempre?

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O Google, portais de conteúdo, blogs e redes sociais revolucionaram o negócio de mídia, jornal e revistas. Democratizaram o acesso à informação. Reduziram as barreiras de entrada. Ofereceram alternativas mais eficientes para mantermo-nos informados e para fazer marketing com precisão. As OTA’s (booking, expedia e outras) revolucionaram a venda hoteleira. O Tripadvisor adicionou uma nova dimensão com os reviews. O Airbnb atacou a indústria em outra ponta. A Southwest Airlines fez o mesmo anos atrás na aviação, e foi replicada anos depois, com sucesso, pela GOL, no Brasil.

A Tesla está atacando a indústria automotiva no coração do seu modelo. Até mesmo a ideia de ter um carro passa a ser questionada com o sucesso de modelos de carsharing como Car2go, Zipcar e RelaisRides. Os aplicativos de taxi redefiniram a forma de chamar e usar um taxi. O Uber pretende redefinir quem pode transportar.

O Grupo Abril, Folha, Globo e empresas de mídia sabem bem o impacto da digitalização e de novos modelos de negócio nos líderes. Empresas como CVC, Accor e tantas agências de viagem também sofrem os impactos de inovadores. GM, Volks, Toyota e o establishment da indústria automotiva começam a tentar responder a inovações vindas de empresas como Google, eventualmente Apple e outras formas de mobilidade. A disrupção não vai parar. Em algum lugar há um Uber pensando em como revolucionar o seu setor. O diabo é que as grandes empresas, líderes, são craques em lidar com a inovação incremental (oferecer soluções melhores aos clientes existentes por meio do modelo de negócio atual).

Na realidade elas vencem em mais de 90% dos casos nessa condição. O problema é quando lidam com inovações de ruptura que envolvem outros modelos de negócio.

Nessas circunstâncias, os inovadores aumentam em 10X sua chance de vencer os líderes. Não é pouca coisa.

Há um importante campo de conhecimento sobre como os líderes devem responder a tais ameaças. Tratemos desse tema em futuro post. Antes disso, os líderes precisam entender essa ameaça e desenvolver um processo estruturado para sondar o ambiente e compreender a intensidade e timming dessa ameaça. Convide seu time de gestão para conversar. Até lá, fica a dúvida: Quem é o seu Uber?

Até a próxima inovação

Maximiliano Selistre Carlomagno

 

Artigo originalmente publicado em Mundo dos Negócios

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