duvidas inovação

Série: Dúvidas frequentes de inovação (1)

Por

Rafaela Sanzi

dia de de

Recentemente eu estive, a convite do SEBRAE-PR, em um evento que discutia tendências, tecnologia e inovação, ao lado de Peter Kronstrom, Head da Copenhagen Institute for Futures Studies na América Latina e Guilherme Skaf Amorim Head de internacionalização da Softex. Discutimos algumas macro tendências e desafios tecnológicos que enfrentaremos no futuro.

Naquele momento ficou claro para mim que um dos maiores desafios da inovação é sair das macrotendências e aterrizar em oportunidades latentes de um mercado e setor específicos. E assim, como esta questão, muitas outras dúvidas surgem quando tratamos do tema inovação.

A Série DÚVIDAS FREQUENTES DE INOVAÇÃO aborda questões que profissionais das mais diversas áreas já me fizeram. Uma dessas dúvidas pode ser a sua!

Faça comentários sobre a relevância destas questões para você e sugira novas questões para serem abordadas nos próximos posts da Série.

Neste primeiro post vamos tratar a dificuldade de inovar e quebrar paradigmas.

Um dos tipos de inovação é tornar um produto/serviço mais simples, conveniente e acessível ao consumidor. Por que as empresas ainda tem tanta dificuldade em fazer isso?

Podem existir diversos motivos, mas o que eu percebo como principal barreira para as empresas inovarem é  porque as empresas tradicionais estão presas aos paradigmas atuais do seu setor. Estes paradigmas dizem como o produto ou serviço devem ser para ter sucesso. Eles são construídos a partir da história e não conseguem antever futuros disruptivos. Os paradigmas são como se fossem barreiras mentais que limitam a nossa capacidades de pensar o novo.

Por exemplo, o dono de uma rede de hotéis que tem 50 anos de tradição, uma ótima reputação e marca reconhecida pela qualidade do serviço, sente-se muito confortável na situação de mercado atual porque ele imagina que seja praticamente impossível alguém desbancá-lo da posição que ocupa. Na sua cabeça somente um grupo hoteleiro com grande capital financeiro poderia desestabilizá-lo. Isso é um paradigma desse setor. Acreditar que as pessoas, quando viajam, preferem hospedar-se em quartos, ambientes impessoais e com alto nível de serviço agregado é outro paradigma do setor.

Os paradigmas são reforçados pelo comodismo e pelo olhar pouco atento ao consumidor.

Quantos hotéis o Airbnb construiu para ser hoje a terceita startup mais valiosa do mundo, avaliada em U$30 bilhões, em apenas 9 anos de vida? NENHUM! Só no Brasil o número de usuários chegou a 1 milhão em 2016. São números que nos surpreendem!

O Airbnb rompeu paradigmas e criou o novo, partindo do Job do cliente e não partindo do que já existia. Esse novo serviço foi mais simples, mais acessível e conveniente pro consumidor. Além de atrair o mesmo consumidor que se hospedava em hotéis, ‘engordou’ o mercado trazendo quem não usava serviços de hotéis ou quase não usava.

E você? Já identificou quais são os paradigmas do seu setor?

Comente! Compartilhe conosco quais são os paradigmas e outras dúvidas que você tem de inovação. Nos próximos post da série abordaremos outras dúvidas e poderá ser a sua!