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TopInnovators – O Google também sabe copiar O Google também sabe

Por

Innoscience

dia de de

Em 1897, a Johnson & Johnson foi a primeira fabricante americana a comercializar o absorvente higiênico feminino descartável com a marca Lister Towels. Até então, as mulheres desta época utilizavam diversos materiais, como tecidos e bandagens, para aumentar o conforto durante o fluxo menstrual. E muitas mulheres não usavam nada.

O ritmo das inovações de devices que usamos é incrível ainda que a forma como os compramos tenha permanecido a mesma por anos. Nós queremos oferecer as pessoas um lugar que possam experimentar, jogar, brincar e aprender com todas as tecnologias que o Google oferece.

Ao analisar esse movimento estratégico do Google cabe 3 questionamentos:

a) Uma loja de experiências, para uma marca de alta tecnologia, é algo novo?
b) A proposta estabelece uma ruptura significativa em relação as abordagens praticadas?
c) A iniciativa tem potencial de resultado significativo?

Não, esse movimento não é uma inovação. A Apple desenvolveu esse formato na indústria de tecnologia há mais de 10 anos. A primeira AppleStore foi aberta em 2001. Hoje são mais de 400 lojas.

Mas não é uma inovação para o Google? Algo novo para a sua empresa mas já praticado no seu mercado não é uma inovação. Desista. Nem tudo que a empresa faz de importante é inovação.

É visível que o Google pretende praticar o modelo inovador de canal de distribuição introduzido pela Apple. Mesmo que com o modelo de “shop in shop” não há uma mudança relevante na abordagem de canal entre esse formato e o que já fazem HP, Sony e, principalmente, Apple.

Apresentamos na Innoscience a matriz de inovação e melhoria que articula 4 movimentos:

1. invenções
2. melhorias
3. adequações
4. inovações – incrementais e radicais

Chamamos de Adequação aquilo que a empresa faz em resposta, cópia ou busca de equiparação de seus concorrentes. O Google se adequou montando a sua própria loja. Essa estratégia de brand experience store tem sido praticada em diferentes categorias de produto como luxo (louis vitton), chinelos (alpargatas), sapatos (melissa) serviços financeiros (ING Bank) o que pode ter sido uma fonte natural de inspiração ao inovador, no caso, a Apple para replicar tal modelo no setor de tecnologia.

Um dos temas recorrentes sobre os quais somos questionado refere-se ao conceito de inovação. Parece fácil identificar em retrospectiva uma inovação como o iPhone, Nespresso, RedBull ou mesmo o sistema de produção enxuta da Toyota na indústria automotiva. Ao discutir o que é inovação com nossos clientes, é comum que debatamos com os participantes os exemplos de suas empresas para testar se algo é ou não é inovação. Para fazer isso usamos a Matriz de inovação e Melhoria que desenvolvemos em 2008 na Innoscience.

Dias atrás, um executivo nos colocou um projeto da sua empresa para que pudéssemos responder se aquilo era ou não inovação. Preferimos realizar essa análise de forma estruturada e racional. Há muita bruxaria e misticismo no campo atualmente.

Inovação é o novo que tem impacto. A monetização de novas ideias. Nova ideia, execução e impacto.

É novo? O projeto se transformou em realidade? Trouxe resultado?

Até a próxima inovação.

Maximiliano Selistre Carlomagno